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Prefeitura promove oficina voltada aos profissionais da saúde em alusão ao Setembro Amarelo

POR SIMONE | 26 DE SETEMBRO DE 2018 | 101
A Prefeitura do Aracati, por meio da Secretaria de Saúde, promoveu na manhã desta quarta-feira (26), a oficina Setembro Amarelo com o tema Todos juntos pela Valorização da Vida. O encontro discutiu sobre a importância do acolhimento e apoio dos profissionais da saúde aos pacientes vítimas de violência autoprovocada.

O encontro, promovido pela Gestão do Hospital Municipal Eduardo Dias (HMED), contou com a presença de enfermeiros, técnicos de enfermagem, alunos da Escola Profissional Elsa Maria Porto Costa Lima e psicólogas do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).

Durante este mês, entidades de todo o país se unem para alertar a população sobre os fatores de risco e os sinais que indicam a intenção de atentar contra a própria vida. "O suicídio ainda é um assunto um pouco velado, pouco se discute sobre o tema devido a mitos e tabus. Durante todo este mês estaremos discutindo nas escolas, nas unidades básicas de saúde, nos Centro de Referência de Assistência da Saúde (CRAS), de forma a levar para a população conhecimento acerca dos mitos sobre o suicídio e sobre quais são os fatores de risco, quais os sinais de alerta para as pessoas identificarem um potencial suicida", comentou Hérica Sousa, psicóloga do NASF.

A campanha de prevenção ao suicídio acontece em todo o país desde 2015. É uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida(CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês de setembro foi escolhido para a campanha em alusão ao dia 10 de setembro que é comemorado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Suicídios no município do Aracati

Segundo levantamento da Secretaria de Saúde, os números de casos de violência autoprovocada no município crescem desde 2016. Do início de 2018 até o mês de setembro já foram notificados 32 casos, sendo 57% em mulheres. O meio de maior incidência ainda é a ingestão de medicamentos, seguido por casos de envenenamentos e enforcamentos.

A Coordenadora da Vigilância em Saúde do Município, Fabianne Róseo, ressaltou a importância da identificação do perfil das vítimas de violência autoprovocada para o posterior acompanhamento: "Toda pessoa que tenta suicídio, geralmente procura a unidade de saúde secundária, como a UPA ou HMED e, nesses locais, existe uma ficha própria para preenchimento das principais informações de cada caso e, a partir dessa ficha, identificamos o perfil dessas pessoas. A Vigilância em Saúde verifica se a unidade notificadora realizou o encaminhamento desse paciente ao CAPS ou à Unidade Básica de Saúde, quando o quadro depressivo já estiver controlado, explicou.

 

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